Confira as próximas tendências para os e-commerces

Setor continua em crescimento e traz tendências importantes para pequenas e médias empresas 

Facilitação das entregas, oportunidades para pequenos negociantes, estratégias de marketing e até mesmo a pandemia de Covid-19 possibilitou que o e-commerce continuasse crescendo no Brasil. Mercado em expansão há anos, o setor de vendas on-line continua se expandindo e dando oportunidades a lojistas de todos os tamanhos e setores.

A tecnologia permitiu não apenas a oportunidade de pequenos e médios negócios terem seu próprio e-commerce, mas a facilitação de todo o processo, proporcionando estratégias de marketing digital e as vendas por aplicativo. Contudo, algumas tendências se mostram mais fortes para os próximos períodos. Confira:

Logística terceirizada

Chamada de fulfillment, a logística terceirizada é a atividade de estocar e levar os produtos encomendados pelos consumidores aos e-commerces. Anos atrás, essa atividade era solicitada por grandes lojas que queriam facilitar suas entregas. Hoje, as entregadoras responsáveis atendem principalmente pequenas e médias empresas, que desejam expandir seus negócios sem ter que alugar um local e contratar uma equipe especializada.

Omnichannel

O e-commerce só cresce no Brasil — e essa tendência não parece diminuir nos próximos anos. Para se ter uma noção, somente no primeiro trimestre de 2022 o setor cresceu 12,59%; já o faturamento cresceu 11,02%. Os dados são do índice MCC-ENET, desenvolvido pela Neotrust | Movimento Compre & Confie.

Se as compras on-line vão continuar crescendo, o e-commerce precisa investir em omnichannel para dar conta de falar com seu público de maneira abrangente. A estratégia integra diferentes canais para divulgar seus produtos e se relacionar com seu cliente. No entanto, tudo é feito de maneira integrada para que toda a comunicação seja homogênea.

Sustentabilidade

Produção sem envolvimento ou sofrimento animal, reciclagem, participação de comunidades regionais nos serviços, programas contra o trabalho escravo. Medidas sustentáveis estão passando da fase de tendência e estão se tornando essenciais para a existência de marcas. 

No setor de beleza, por exemplo, boa parte das consumidoras não aceitam que haja testes ou até matérias-primas de origem animal. Já na moda, a garantia de uma produção local e de pequeno porte mostra ao público que não há envolvimento de trabalho escravo. As duas propostas, aliadas a um produto de qualidade (algo essencial para um item ser considerado sustentável), podem ser usadas como estratégia para atrair e reter clientes no e-commerce.

Prazos de entrega curtos

Um ponto que ainda traz resistência às compras on-line é o prazo de entrega. Em muitos casos, a demora na chegada do produto é tanta que o consumidor até se esquece da compra. E para quem deseja adquirir um item para presentear alguém, o tempo de chegada pode ser o fator-chave para a desistência.

Outro fator que também desanima a compra on-line é que os Correios não entram em áreas consideradas de risco. Com isso, o consumidor não apenas paga o frete, como também precisa buscar sua compra em um dos centros de distribuição da empresa.

Os e-commerces brasileiros sabem de todos esses pormenores. Por isso, uma estratégia que tem facilitado a vida de ambos é a entrega expressa. Isso é possível principalmente com a logística terceirizada, já que os galpões de armazenamento ficam mais próximos do consumidor e, em muitos casos, a entrega pode ser feita de motocicleta. 

Para tornar a chegada do produto ainda mais rápida, outra estratégia em fase de experimentação no Brasil é a entrega via drone. O serviço está em teste e, por enquanto, limita-se ao delivery.

Chatbot

Atualmente, é muito difícil entrar no site de uma empresa sem encontrar um ícone no canto inferior direito chamando o visitante para conversar. O chatbot utiliza inteligência artificial para fazer o primeiro atendimento e esclarecer as dúvidas mais básicas do consumidor. 

Outra tecnologia presente no chatbot é o machine learning ou aprendizagem de máquina, em que a tecnologia pega diferentes informações e faz associações para dar a resposta mais condizente possível. Isso significa que, quanto mais o recurso “conversa” com seu consumidor, mais ele é capaz de criar respostas adequadas e “humanizadas” ao usuário.