Você está encarando um projeto sem líder?


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Uma tática popular de stakeholders que realmente não querem se comprometer, os projetos “sem líderes” são aqueles que acabam sendo entregues a grupos inteiros de usuários finais para tomarem conta, e muitas vezes resultam em pesadelos para os gerentes de projeto. Abaixo estão alguns dos cenários que poderiam lhe indicar que você está enfrentando um projeto sem liderança.

A autoridade de aprovação foi delegada a mais de uma pessoa

Superficialmente parece ser “empowerment”, mas, no fundo, você pode descobrir que o líder principal do projeto foi simplesmente eliminado do seu papel de forma eficaz e deixou uma série de outros no comando, sem dar-lhes a verdadeira autoridade para tocar o projeto em frente. A liderança por delegação funciona por um tempo, mas se decisões difíceis devem ser feitas, é provável que ninguém sinta que está em uma posição de dar a palavra final.

Ninguém parece ter autoridade de aprovação

Um número de indivíduos pode ter sido encarregado de agir no lugar do líder primário, embora a nenhum tenha sido dado o poder de tomar decisões que afetam os projetos. Tentar forçar aprovações ou firmar uma direção do líder provavelmente será difícil, e o projeto acaba definhando em uma confusão da burocracia interna, enquanto os pedidos de compra e contratos pendentes ficam no limbo.

O stakeholder primário raramente participa das reuniões de alto nível do projeto

Este é, muitas vezes, um sintoma de projetos sem líderes, juntamente com delegação de autoridade de aprovação para vários outros, ou não delegar a aprovação para ninguém. Um líder ausente não é necessariamente uma preocupação, se ele continuar a ser acessível de outras maneiras (via e-mail ou telefone, ou através de visitas regulares a seu escritório). O maior problema é o líder que está ausente, porque ele está recebendo pressão de outros setores em relação ao projeto (orçamento, objetivos corporativos, etc ), ou perderam o seu zelo com o projeto e já não lhe dão o apoio necessário.

Artigo publicado originalmente no site Duration Driven

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  • http://www.marcelginn.com.br Marcelo Pinheiro

    Ótimo texto pra se refletir!
    Me parece realmente difícil equilibrar-se como líder, principalmente levando em conta questões como ressonância para com stakeholders (que prefiro chamar de equipe), nos cuidados para não transmitir demasiada ansiedade – que pode gerar ‘rasuras’ – ou mesmo otimismo excessivo – que pode levar a ignorar perigos. Gosto da forma como Daniel Goleman aponta na “Liderança Primal” (classificando líderes como visionário, agregador, democrático, agressivo – quando necessário – ou conselheiro) porém me assombra não ter encontrado, ainda, qualidades estas distribuídas de forma homogênea em algum dos líderes com os quais trabalhei. Vê-se que é um contínuo exercitar de atributos que nos levam, hora acertar, hora errar e continuar tentando.